Braid

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É complicado falar de Braid sem parecer um fã abitolado. O jogo é tão simples de jogar, porém tão complexo em suas mecânicas, que o resultado é um monte de elogios. Sem dúvida um dos jogos mais inteligentes que já joguei, Braid te põe na pele de Tim, um homem em busca da sua princesa, cujo único poder é simplesmente poder voltar no tempo e tentar de novo. Contudo, será que mesmo um poder tão fascinante permitirá Tim encontrar sua amada?

Para conversarmos na mesma língua, veja esse vídeo.

Braid é dividido em seis mundos, cada um deles com várias fases. Em cada fase há peças de quebra-cabeças que Tim deve coletar para, ao final do mundo, montá-las numa imagem. Pegar as peças, porém, não é simples: às vezes ela está alta demais, ou longe demais, ou alguma porta está barrando-a. Mas, com um pouco de inteligência e o poder de voltar no tempo, um inimigo vira trampolim, uma chave pode ser usada mais de uma vez e assim vai.

Em cada mundo o tempo se comporta de maneira única. Isso cria puzzles fantásticos. Por exemplo: no mundo 5, quando você volta no tempo, sua sombra repete suas ações passadas. Agora imagine a seguinte situação: há uma alavanca e uma plataforma que se move quando ela é ativada. Porém, a alavanca e a plataforma estão distantes demais e você precisa estar sobre a plataforma quando ela for se mover. Então, basta subir na plataforma, depois andar até a alavanca, ativá-la e voltar no tempo, para quando você ainda estava sobre a plataforma. Sua sombra irá até a alavanca e a ativará, enquanto você está tranquilamente em cima da plataforma.

Esse é só um dos exemplos. Não existe nenhum puzzle repetido em Braid. Cada peça é alcançada de maneira única.

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Fora cada mundo ter o tempo a sua maneira, ele também retrata um momento da busca de Tim pela sua princesa. Não é, porém, uma busca literal, um-passo-após-o-outro: é uma busca filosófica, como se Tim não soubesse realmente o QUE a princesa é, ONDE ela está e -principalmente -, se ela realmente existe. Ao entrar em um mundo, Tim chega a uma espécie de hall de entrada, com portas para cada fase que Tim já visitou. Neste hall há livros que narram os pensamentos, os sentimentos e as experiências de Tim e o quebra-cabeças que as peças montam é relacionado a essa história. E, por mais incrível que parece, o comportamento do tempo naquele mundo também está relacionado. Braid não é bom apenas como jogo no sentido de gameplay, mas no de enredo também.

Boa arte, boa música, boa história e ótima jogabilidade, Braid é incrível. A cereja do bolo é o fato dele ser um jogo indie, cenário, aliás, que está aparecendo com jogos ótimos. Você pode comprá-lo via Xbox LIVE ou para PC via Steam por até cinco dólares, dependendo das promoções. O melhor dinheiro que você poderia gastar ultimamente.

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O Coup de Grace: a inteligência. Há puzzles simples, mas não há um puzzle idiota em Braid, e a história é simplesmente sensacional.

O Nem Tem Graça: infelizmente há um, mas é SPOILER: não espere muito do final.

~ por Bruno Eduardo em 09/08/2009.

Uma resposta to “Braid”

  1. Muito legal a analise !!!!

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